E eu que pensei que aquilo fosse amor. Mas nenhum daqueles rostos ficara estampado em minhas pálpebras. E eu que pensei que aquilo fosse amor. Mas nenhuma daquelas vozes ecoara em minha mente. E eu que pensei que aquilo fosse amor. Todo aquele calor, toda aquela enloquência. Eu pensei que fosse amor, aquela vontade louca, aquela necessidade absurda. Aquela falta que doía. Pensei que fosse amor. Os disparos repentinos no coração. O que a “eu” que pensou que aquilo tudo era amor diria do embrulhamento no estômago que sinto agora? Não é fome. Não se chama insegurança a doença do meu coração. Foi leviano pensar que aquilo pudesse ser amor. Dor. Por muito tempo idolatrei essa rima infeliz – amor e dor. Mas hoje vejo quão errada estive. E se houver algo melhor do que o que sinto agora, por favor, eu preciso. E hoje sei que pequei pensando que aquilo era amor.

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