Que irônico! Ainda sinto meu coração descompassar quando te vejo. Ainda fico nervosa à mínima menção de aproximação sua. O som da sua voz ainda desarma minhas reações. E você nunca vai saber disso. E, ainda que saiba, será incapaz de acreditar, porque você duvidou do que eu sentia. As pessoas podem ser traiçoeiras, mas você tem que confiar nelas quando elas falam de seus sentimentos. Abrir o peito e mostrar o que há nas profundezas mais escuras do coração é dar um voto de confiança. E você deve confiar também. Porque não estamos dentro dos outros para saber o que há lá, então o que temos são suas palavras. Confie nas palavras de quem não mente para você, e acredite nelas até que quem as disse desminta. E se houver explicação para a mentira, ouça-a e tente entender. Mesmo que doa. Porque todos merecemos uma outra chance. Mas eu não menti pra você. Meus sorrisos nunca foram falsos, minhas palavras nunca foram simples palavras, senão descargas de sentimento. O melhor que havia em mim eu lhe dei, e o pior também. Mas você se apegou ao pior e às palavras falsas que nunca pronunciei. Você sofreu, e eu sofri, porque ambos erramos. Eu pude compreender, mas você me julga por coisas que nunca disse. Me julga pela falta de sentimentos que eu te dei. Foi do meu jeito errado, eu sei. Mas era o único jeito que eu conseguia. E você me julga e me ironiza pelo que um dia eu fui. Mas eu mudei, acredite. Não por você, mas por mim. Confie ao menos desta vez em minhas palavras. Eu mudei.

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